ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

Aniversário da Paróquia no próximo dia 2 de Fevereiro. Celebração às 19h30 na Igreja. Jantar no Centro Paroquial. Inscrições para o jantar na portaria do Convento (Telf. 226165760).

Madrid 2011

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

6ª-feira da semana I da Quaresma - reflexão...


S. Cipriano (c. 200-258),
bispo de Cartago e mártir

«Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão»

Deus mandou que os homens sejam pacíficos e vivam em bom acordo, que vivam "unânimes na sua casa" (Sl 67,7 vulg). Quer que perseveremos, uma vez que fomos regenerados pelo baptismo, em viver na condição em que esse segundo nascimento nos colocou. Porque somos filhos de Deus, Ele quer que permaneçamos na sua paz e, porque recebemos um mesmo baptismo, que vivamos em unidade de coração e de pensamentos.

É por isso que Deus não aceita o sacrifício daquele que vive em dissensão. Ordena-lhe que se afaste do altar para primeiro se reconciliar com o seu irmão, a fim de que Deus possa atender as orações apresentadas em paz. O maior sacrifício que se pode apresentar a Deus é a nossa paz, é a concórdia fraterna, é o povo reunido pela unidade que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

5ª-feira da semana I da Quaresma - reflexão...


João Paulo II

Homilia de 14/2/85 (trad. DC 1893, p. 367 © Libreria Editrice Vaticana)

Santos Cirilo e Metódio, missionários que sabiam ler os "sinais dos tempos" (Gaudium et Spes, Vaticano II)

O desejo intenso da união espiritual de todos os crentes em Cristo inspirou os dois santos irmãos Cirilo e Metódio na sua missão, a que deram como objectivo fazer, dos povos evangelizados por eles na Europa nascente, um traço de união entre o Oriente e o Ocidente. Para tal, Cirilo e Metódio decidiram traduzir em língua eslava os livros sagrados, "lançando assim as bases de toda a literatura que esses mesmos povos haviam de desenvolver nas suas línguas"... Louvar a Deus na sua própria língua, tornarem-se conscientes da identidade nacional e cultura próprias, assegurar a união mais profunda entre todos os cristãos, quer do Oriente quer do Ocidente: não foi esse o programa missionário confirmado e recomendado ainda recentemente pelo Concílio Vaticano II?

O facto de que tal programa tenha sido aprovado e encorajado pela Sé de Roma há já onze séculos foi certamente um dos grandes "sinais dos tempos" que anunciavam antecipadamente um novo rosto da Europa nascente. Apesar dos altos e dos baixos e das grandes dificuldades que se produziram ao longo da história, podemos reconhecer que a liturgia eslava e a cultura que foi edificada sobre as bases lançadas pelos dois santos irmãos são ainda hoje testemunho inegável da continuidade viva da herança de Cirilo e Metódio. Aliás, o desejo da plena união dos cristãos fez-se muitas vezes sentir entre os povos eslavos, especialmente nas épocas mais difíceis.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

4ª-feira da semana I da Quaresma - reflexão...


São Romano, o Melodista (? – c. 560), compositor de hinos

Hino 51

«Os Ninivitas converteram-se em resposta à pregação de Jonas; ora aqui está quem é maior que Jonas»

Abre, Senhor, abre-me a porta da tua misericórdia antes da minha hora de partir (Mt 25,11). Porque eu tenho de partir, de ir até Ti e de me justificar de tudo o que eu digo em palavras, do que faço em acções e dos pensamentos que guardo no meu coração. «Mesmo o rumor das murmurações não escapará ao teu ouvido» (Sb 1,10). David diz-Te no seu salmo: «Os teus olhos viram-me em embrião, no teu livro está tudo escrito« (Sl 138, 13.16). Ao leres nele as marcas das minhas más acções, grava-as na tua cruz, pois é nela que eu me glorifico (Ga 6,14), gritando-Te: «Abre-nos a porta» […]

O espírito endureceu-se-nos a tal ponto que, quando ouvimos falar das calamidades que aconteceram a alguém, em nada nos corrigimos (Lc 13,1s). «Não há quem seja sensato, quem procure a Deus; estamos extraviados, estamos pervertidos» (Sl 13,2-3). Os Ninivitas, naquele tempo, arrependeram-se a um único apelo do profeta. Mas, nós, não compreendemos apelo nem ameaça. Com suas lágrimas, Ezequias pôs em fuga os Assírios suscitando contra eles a justiça do alto (2 Rs 19). Ora eis que os Assírios […] nos puseram cativos, e não chorámos nem gritámos: «Abre-nos a porta».

Divino Senhor, de todos juiz, não esperes que mudemos de atitude; tu não precisas das nossas boas acções, pois cada um de nós se dedica a más acções pelo pensamento e pela vontade. Porque é assim, Salvador, governa os nossos dias segundo a tua vontade, sem esperares a nossa conversão, pois talvez ela não se dê. E, ainda que ela venha a acontecer, será por pouco tempo, não persistirá até ao fim. Como a semente que cai entre as pedras, como a erva nos telhados, ela secará sem chegar a crescer (Mc 4,5 ; Sl 128,6). Estende pois a tua misericórdia sobre nós e todos os que pedem: «Abre-nos a porta».

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

3ª-feira da semana I da Quaresma - reflexão...


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja

Sermão 83


«Se perdoardes aos homens as suas faltas, vosso Pai celeste também vos perdoará»

«Todo o homem é devedor para com Deus e todo o homem tem no seu irmão um devedor. De facto, quem não tem dívidas para com Deus, à excepção de quem não se encontra em pecado? E quem não teria o seu irmão por devedor, à excepção do que nunca foi ofendido por ninguém? Todos os homens são portanto devedores e credores em simultâneo. […] Um mendigo pede-te esmola e tu, tu és o mendigo de Deus, porque todos somos, quando Lhe rezamos, os mendigos de Deus. Ficamos, ou melhor, prostramo-nos à porta do nosso Pai de família (cf Lc 11,5s); suplicamos-Lhe lamentando-nos, desejosos de receber d’Ele uma graça, e essa graça, é o próprio Deus. Que te pede o mendigo? Pão. E tu, que pedes tu a Deus que não seja Cristo, Ele que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? Perdoai. «Perdoai, e ser-vos-á perdoado». Quereis receber? «Dai, e ser-vos-á dado» (Lc 6,37). […]

Estejamos prontos para perdoar todas as faltas que cometerem contra nós, se queremos que Deus nos perdoe. Sim, verdadeiramente, se considerarmos os nossos pecados e passarmos em revista as faltas que cometemos, não sei se poderíamos adormecer sem sentir todo o peso da nossa dívida. Eis porque em cada dia apresentamos a Deus os nossos pedidos, que em cada dia as orações que fazemos Lhe chegam aos ouvidos, que em cada dia nos prostamos, dizendo: «Perdoa as nossas dívidas como nós perdoamos a quem nos deve». Que dívidas queres que te sejam perdoadas? Todas, ou uma parte? Vais responder: todas. Faz portanto o mesmo para quem te está devedor.»

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

2ª-feira da semana I da Quaresma - reflexão...


Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade.


Oração: "Procurando o Coração de Deus", com o Irmão Roger

«Foi a mim que o fizestes»

«Se mostramos tanto amor para com os pobres é porque neles encontramos hoje Jesus, Ele que é a Palavra de Deus feita carne. Quanto mais estivermos unidos a Deus, mais crescerá o nosso amor pelos pobres e a nossa disponibilidade para os servir do fundo do nosso coração...

Não procureis Deus nos países distantes; Ele está bem perto de vós; está convosco. Tende sempre as vossas lâmpadas acesas (Mt 25,1s) e descobri-lo-eis constantemente. Vigiai e rezai (Lc 21,36).

Jesus oferece a sua amizade duradoura, fiável, pessoal, a cada um de nós; exprime-a com ternura e amor. Uniu-nos a Ele para sempre. E agora, com o nosso trabalho, pomos esse amor em prática. Jesus veio ao mundo fazendo o bem e nós tentamos agora imitá-lo, porque creio que Deus ama o mundo através de nós. Vejo tantas pessoas na rua, pessoas que ninguém quer, de quem ninguém se ocupa, pessoas ávidas de amor. Elas são Jesus.»

Notícias da Igreja

A vinda de Jesus à Terra