ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

Aniversário da Paróquia no próximo dia 2 de Fevereiro. Celebração às 19h30 na Igreja. Jantar no Centro Paroquial. Inscrições para o jantar na portaria do Convento (Telf. 226165760).

Madrid 2011

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domingo, 11 de maio de 2008

Pentecostes - Reflexão...


Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]

Retiro Vaticano 1983

"Todos os ouvimos proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus" (Act 2,11)

O dia de Pentecostes revela a catolicidade da Igreja, a sua universalidade. O Espírito Santo manifesta a sua presença pelo dom das línguas. Renova assim, mas invertendo-o, o acontecimento de Babel (Gn 11), aquela expressão do orgulho dos homens que querem tornar-se como Deus e construir com as suas próprias forças, isto é, sem Deus, uma ponte até ao céu, a torre de Babel. Esse orgulho provoca divisões no mundo e ergue os muros da separação. Por causa do orgulho, o homem reconhece apenas a sua própria inteligência, a sua própria vontade, o seu próprio coração; desse modo, ele já não é capaz, nem de compreender a linguagem dos outros, nem de ouvir a voz de Deus.

O Espírito Santo, o amor divino, compreende e faz compreender as línguas; ele cria a unidade na diversidade. Assim, desde o primeiro dia, a Igreja fala em todas as línguas. Por isso, ela é católica, universal. A ponte entre o céu e a terra existe mesmo: essa ponte é a cruz e foi o amor do Senhor que a construiu. A construção desta ponte ultrapassa as possibilidades da técnica. A ambição de Babel devia e deve fracassar; só o amor incarnado de Deus podia responder a tal ambição...

A Igreja é católica desde o primeiro instante da sua existência; ela abraça todas as línguas. O sinal das línguas exprime um aspecto muito importante da eclesiologia fiel à Escritura: a Igreja universal precede as Igrejas particulares, a unidade vem antes das partes. A Igreja universal não é uma fusão secundária das Igrejas locais; é a Igreja universal, católica, que gera as Igrejas particulares e estas não podem permanecer Igrejas senão em comunhão com a catolicidade. Por outro lado, a catolicidade exige a multiplicidade das línguas, a partilha e a harmonização das riquezas da humanidade no amor do Crucificado.

sábado, 10 de maio de 2008

Sábado da semana VII da Páscoa - reflexão...


Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja

Caminho da perfeição, 17

« – E ele Senhor?... – Que tens com isso? Tu segue-me»

Deus não conduz todas as almas pelo mesmo caminho. Aquele que julga caminhar pelo caminho mais humilde é talvez o maior aos olhos do Senhor. Assim, porque neste mosteiro todas se dedicam à oração, não se conclui que todas devam ser contemplativas. É impossível, e a ignorância desta verdade pode desolar as que o não são...

Eu passei mais de catorze anos sem sequer poder meditar, a não ser lendo, e deve haver muitas pessoas assim. Outras são incapazes de meditar, mesmo com a ajuda de um livro. Elas só conseguem rezar vocalmente: isso fixa-as mais... Há muitas pessoas semelhantes. Mas se são humildes, creio que no fim de contas elas não serão as menos afortunadas: elas irão juntamente com as almas inundadas de consolações. De uma certa maneira, o seu caminho é mesmo mais seguro, porque nós ignoramos se essas consolações vêm de Deus ou se o demónio é o seu autor...

Essas pessoas que não têm consolações caminham na humildade, temendo sempre que seja por culpa delas, e têm um cuidado contínuo em avançarem. Ao verem outras verterem uma lágrima, logo lhes parece que se elas não choram, é sinal de que estão muito atrasadas no serviço de Deus, elas que talvez estejam mais avançadas do que as outras. Com efeito, as lágrimas, embora boas, não são inteiramente perfeitas, e há sempre mais segurança na humildade, na mortificação, no desprendimento e em outras virtudes. Assim não temais nada, e dizei a vós mesmas que não deixareis de chegar à perfeição, tal como os grandes contemplativos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

6ª-feira da semana VII da Páscoa - reflexão...


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hippone (África do Norte) e doutor da Igreja

Sermão Guelferbytanus 16, 1

«Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo»

Eis que o Senhor, depois da sua ressurreição, aparece de novo aos seus discípulos. Interroga o apóstolo Pedro, obriga-o a confessar o seu amor, ele que por medo, o havia negado três vezes. Cristo ressuscitou segundo a carne, e Pedro segundo o espírito. Como Cristo morreu sofrendo, Pedro morre negando. O Senhor Cristo ressuscitou de entre os mortos, e ressuscitou Pedro graças ao amor que este lhe tinha. Interrogou o amor daquele que se declarava agora abertamente, e confiou-lhe o seu rebanho.

Por conseguinte, que é que Pedro trazia a Cristo pelo facto de O amar? Se Cristo te ama, o benefício é para ti, não para Cristo. Se tu amas Cristo, o benefício é ainda para ti, não para ele. Entretanto, o Senhor Cristo, querendo mostrar-nos como os homens devem provar que O amam, revela-nos isso claramente: amando as suas ovelhas.

«Simão, filho de João, tu amas-me? – Amo-te – Apascenta as minhas ovelhas». E isso uma vez, duas vezes, três vezes. Pedro não diz mais nada a não ser o seu amor. Amemo-nos pois uns aos outros e amaremos Cristo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

5ª-feira da semana VII da Páscoa - reflexão...


São Pedro Damião (1007-1072), eremita e posteriormente bispo, doutor da Igreja

Opúsculo 11 « Dominus vobiscum », 6

«Que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti»

A Santa Igreja, ainda que muito diversa na multiplicidade das pessoas, é unificada pelo fogo do Espírito Santo. Se, materialmente, parece repartida em várias famílias, o mistério da sua profunda unidade nada pode perder da sua integridade: «Porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado», diz São Paulo (Rm 5,5). Este Espírito, sem qualquer dúvida, é um e é múltiplo ao mesmo tempo, um na essência da sua majestade, múltiplo nos dons e nos carismas concedidos à santa Igreja que enche com a sua presença. E este Espírito permite à Igreja ser simultaneamente uma na sua extensão universal e integralmente completa em cada um dos seus membros [...].

Se, portanto, aqueles que acreditarem em Cristo são um, onde quer que seja que um deles se encontre fisicamente, o corpo da Igreja, na sua integralidade, estará então presente, pelo mistério sacramental. E tudo o que convier à integralidade desse corpo convém a cada um dos seus membros. [...] Eis por que, quando vários fiéis se juntam, podem dizer: «Inclina, Senhor, os teus ouvidos e responde-me, porque estou triste e necessitado; protege a minha vida, porque te sou fiel» (Sl 85,1). E quando estivermos sós, podemos cantar: «Alegrai-vos em Deus, nossa força, aclamai o Deus de Jacob» (Sl 80,2). Não será descabido dizer-se em conjunto: «Em todo o tempo, bendirei o Senhor, o seu louvor estará sempre nos meus lábios» (Sl 33,2), ou proclamar-se, quando se está sozinho: «Enaltecei comigo o Senhor, exaltemos juntos o seu nome» (Sl 33,4), ou outras expressões semelhantes. A solidão não impede ninguém de falar no plural, e a multidão de fiéis poderá também ser expressa no singular. A força do Espírito Santo que habita em cada um dos fiéis e os envolve, deles fazendo um só, é o que faz que aqui haja uma solidão povoada e, ali, uma multidão que forma um só.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

4ª-feira da semana VII da Páscoa - reflexão...


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja

Sermões sobre S. João, n.º 107

«E, ainda no mundo, digo estas coisas para que tenham em si a plenitude da minha alegria»

Tendo dito a seu Pai: «Doravante, já não estou neste mundo [...]; vou para Ti» (Jo 17,11), Nosso Senhor recomenda a seu Pai aqueles que iam ficar privados da sua presença física: «Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti». Enquanto homem, Jesus pede a Deus pelos discípulos que recebeu de Deus. Mas prestemos atenção às palavras que diz a seguir: «Para serem um, como Nós somos!». Reparemos que Ele não diz: "Para que, connosco, sejam um", ou: "Para que sejamos, nós e eles, uma só coisa, como Nós somos um", mas diz: «Para que sejam um como nós». Que sejam um na sua natureza, como nós somos um na nossa. Estas palavras, por serem verdadeiras, exigem que Jesus tenha falado como tendo a mesma natureza divina que seu Pai, como noutro passo diz: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). Na sua natureza humana, Ele tinha dito: «O Pai é mais do que Eu». (Jo 14,28), mas como n'Ele Deus e o homem são apenas uma e a mesma pessoa, compreendemos que Ele é homem porque reza, e compreendemos que é Deus porque é um com Aquele a quem reza [...].

«Mas agora vou para Ti e, ainda no mundo, digo estas coisas para que tenham em si a plenitude da minha alegria». Ele ainda não tinha deixado o mundo, ainda aqui estava mas, como ia deixá-lo em breve, era como se aqui já não estivesse. Mas que alegria era essa cuja plenitude Ele queria que os discípulos tivessem? Já antes Ele o explicou, quando disse: «Para serem um, como Nós somos!». Esta alegria, que é a sua e que Ele lhes deu, Ele predisse que havia de se cumprir integralmente, e é por isso que fala dela «no mundo». Essa alegria é a paz e a bondade do mundo que há-de vir; para a obtermos, temos de viver neste mundo na moderação, na justiça e na piedade.

terça-feira, 6 de maio de 2008

3ª-feira da semana VII da Páscoa - reflexão...


Santo Irineu de Lyon (c. 130 - c. 208), bispo, teólogo e mártir

Contra as Heresias, IV, 14

"... a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste"

No princípio, não foi porque precisasse do homem que Deus modelou Adão, mas para ter alguém em quem depositasse os seus benefícios. Porque, não só antes de Adão mas mesmo antes de toda a criação, já o Verbo glorificava o Pai, permanecendo n'Ele, e era glorificado pelo Pai, tal como Ele próprio disse: "Pai, glorifica-Me com a glória que Eu tinha junto de Ti antes do princípio do mundo". Também não foi porque tivesse necessidade do nosso serviço que Ele nos ordenou que O seguíssemos, mas para nos obter a salvação. Porque seguir o Salvador é participar da salvação, tal como seguir a luz é tomar parte da luz.

Quando os homens estão na luz, não são eles que iluminam a luz e a fazem resplandecer, antes são iluminados e tornados resplandecentes por ela; longe de lhe acrescentar o que quer que seja, eles beneficiam da luz e por ela são iluminados. O mesmo acontece com o serviço prestado a Deus; o nosso serviço não acrescenta nada a Deus, porque Deus não precisa do serviço dos homens; mas, àqueles que O servem e O seguem, Deus dá a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna...

Se Deus solicita o serviço dos homens é para poder, Ele que é bom e misericordioso, conceder os seus benefícios aos que perseveram no seu serviço. Porque, se Deus não precisa de nada, o homem precisa da comunhão de Deus. A glória do homem é perseverar no serviço de Deus. É por isso que o Senhor dizia aos seus discípulos: "Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi a vós" (Jo 15,16). Indicava assim que não eram eles que O glorificavam sguindo-O mas que, por terem seguido o Filho de Deus, eram glorificados por Ele. "Pai, quero que onde Eu estiver eles estejam também comigo, para contemplarem a minha glória" (Jo 17,24).

segunda-feira, 5 de maio de 2008

2ª-feira da semana VII da Páscoa - reflexão...


S. Siluane (1866-1938), monge ortodoxo

Escritos Espirituais

"Disse-vos isto para que encontreis em mim a paz"

Não foi o próprio Senhor quem disse: "O Reino de Deus está em vós" (Lc 17,21)? É agora que começa a vida eterna. Peço-vos, meus irmãos, fazei a experiência! Se alguém vos ofender, vos caluniar, vous roubar o que vos pertence, mesmo se for um perseguidor, rezai a Deus dizendo: "Senhor, nós somos todos tuas criaturas, tem piedade dos teus servos e conduz-lhes o coração à penitência". Então, sentirás a graça na tua alma. Naturalmente que, ao princípio, tens de fazer algum esforço para amares os teus inimigos; mas o Senhor, ao ver a tua boa vontade, ajudar-te-á em todas as coisas e a própria experiência te mostrará o caminho. Pelo contrário, aquele que medita coisas más contra os seus inimigos não pode possuir o amor nem conhecer Deus.
Não sejas nunca violento para com o irmão, nunca o julgues, convence-o na mansidão e no amor. O orgulho e a dureza roubam a paz. Ama, portanto, aquele que não te ama e reza por ele; assim, a tua paz não será perturbada.

Ascenção do Senhor - reflexão...


Santo António (c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja

Sermões para o domingo e festas de santos

"Um só Deus, um só Senhor, na trindade das pessoas e na unidade da sua natureza" (Prefácio)

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são de uma só substância e de uma inseparável igualdade. A unidade está na essência, a pluralidade nas pessoas. O Senhor indica abertamente a unidade da divina essência e a trindade das pessoas quando diz: "Baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Não diz "nos nomes" mas "no nome", e assim mostra a unidade da essência. Mas emprega em seguida três nomes, para mostrar que há três pessoas.

Nesta Trindade encontra-se a suprema origem de todas as coisas, a beleza perfeitíssima, a beatíssima alegria. A suprema origem, como diz Santo Agostinho no seu livro sobre a verdadeira religião, é Deus Pai, de quem vêm todas as coisas, de quem procedem o Filho e o Espírito Santo. A beleza perfeitíssima é o Filho, a verdade do Pai, que não lhe é dissemelhante em ponto algum, que nós veneramos com o Pai e no Pai, que é o modelo de todas as coisas, porque tudo foi feito por ele e tudo se reporta a ele. A beatíssima alegria é o Espírito Santo, que é o dom do Pai e do Filho; e esse dom, devemos acreditar e defender que é exactamente parecido com o Pai e com o Filho.

Olhando para a criação, chegamos à Trindade de uma só substância. Percebemos um só Deus: o Pai, de quem somos, o Filho, por quem somos, e o Espírito Santo, em quem somos. Princípio a que recorremos, modelo que seguimos, graça que nos reconcilia.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

2ª-feira da semana VI da Páscoa - reflexão...


Santo António (c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja

Sermões para o Domingo e para as festas dos santos

«O Espírito da Verdade [...] dará testemunho a meu favor»

O Espírito Santo é «um rio de fogo» (Dn 7,10), um fogo divino. Tal como o fogo actua sobre o ferro, também este fogo divino actua nos corações maculados, frios e duros. Em contacto com tal fogo, a alma perde, pouco a pouco, a sua negrura, a frieza e a dureza. Transforma-se por completo à semelhança do fogo que a inflama. Porque se o Espírito é dado ao homem, se lhe é insuflado, é para o transformar à sua semelhança, tanto quanto for possível. Sob a acção do fogo divino, o homem purifica-se, inflama-se, liquefaz-se, alcança o amor de Deus, tal como diz o apóstolo Paulo : «o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5).

6º Domingo da Páscoa - reflexão...


Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja

A Trindade, 2, 31-35

«Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco: o Espírito de verdade»

«Deus é espírito» diz o Senhor à Samaritana [...]; sendo Deus invisível, incompreensível e infinito, não será num monte nem num templo que Deus deverá ser adorado (Jo 4, 21-24). «Deus é espírito» e um espírito não pode ser circunscrito, nem contido; pela força da sua natureza, ele está em todo o lado e de local algum está ausente ; em todo o lado e em tudo superabunda. Por isso é preciso adorar a Deus, que é espírito, no Espírito Santo [...].

O apóstolo Paulo outra coisa não diz quando escreve : «o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Co 3, 17) [...]. Que cessem portanto os argumentos daqueles que recusam o Espírito. O Espírito Santo é um, por todo o lado foi derramado, iluminando todos os patriarcas, os profetas e o coração de todos quantos participaram na redacção da Lei. Inspirou João Baptista já no seio de sua mãe; foi por fim infundido sobre os apóstolos e sobre todos os crentes para que conhecessem a verdade que lhes é dada na graça.

Qual é acção do Espírito em nós? Escutemos as palavras do próprio Senhor: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. É melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa» (Jo 16, 7-13) [...]. São-nos reveladas, nestas palavras, a vontade do doador, assim como a natureza e o papel d'Aquele que Ele nos dá. Porque a nossa fragilidade não nos permite conhecer nem o Pai nem o Filho; o mistério da encarnação de Deus é difícil de compreender. O dom do Espírito Santo, que se faz nosso aliado por sua intercessão, ilumina-nos [...].

Ora este dom único que está em Cristo é oferecido a todos em plenitude. Está sempre presente em todo o lado e a cada um de nós é dado, tanto quanto O queiramos receber. O Espírito Santo permanecerá connosco até ao fim dos tempos, é a nossa consolação na espera, é o penhor dos bens da esperança que há-de vir, é a luz dos nossos espíritos, o esplendor das nossas almas.

sábado, 26 de abril de 2008

Sábado da semana V da Páscoa - reflexão...


S. Policarpo (69-155), bispo e mártir

Carta aos Filipenses, SC 10, p. 215-217, 221.

"Se me perseguiram, perseguir-vos-ão também"

Permaneçamos sem cessar, meus irmãos, agarrados à nossa esperança e ao penhor da nossa justiça, Cristo Jesus... Sejamos imitadores da sua paciência e, se sofrermos em seu nome, demos-lhe glória. Foi este o modelo que Ele nos apresentou em si mesmo e foi nisso que acreditámos.

Exorto-vos a todos a obedecerem à palavra da justiça e a perseverarem na paciência que vistes com os vossos olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Zósimo e Rufo, mas também noutros que estavam convosco, e no próprio Paulo e nos outros apóstolos; acreditai que todos esses não correram em vão, mas antes na fé e na justiça, e que estão no lugar que lhes era devido junto do Senhor, com quem eles sofreram. Eles não amaram "o tempo presente" (1 Tm 4,10), mas sim a Cristo que morreu por nós e que Deus ressuscitou por nós...

Que Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e Ele mesmo, o sumo-sacerdote eterno, o Filho de Deus, Jesus Cristo, vos façam crescer na fé e na verdade, em mansidão e sem cólera, em paciência e longanimidade, fortaleza e castidade; que Ele vos faça tomar parte na herança dos seus santos, e a nós mesmos convosco, e a todos os que estão debaixo do céu, que acreditam em nosso Senhor Jesus Cristo e em Seu Pai que o ressuscitou de entre os mortos. Rezai por todos os santos. Rezai também pelos reis e pelas autoridades, rezai pelos que vos perseguem e vos odeiam, e pelos inimigos da Cruz; assim, o fruto que dareis será visível a todos e vós sereis perfeitos n'Ele.

6ª-feira da semana V da Páscoa - reflexão...


Santo Ireneu de Lyon (c. 130 - c. 208), bispo, teólogo e mártir

Contra as Heresias, III 1,1

"Proclamai a Boa Nova a toda a criação"

A partir do momento em que nosso Senhor ressuscitou dos mortos e os apóstolos foram revestido com a força do alto pela vinda do Espírito Santo (Lc 24,49), eles ficaram cheios de certeza a propósito de tudo e receberam o perfeito conhecimento. Então, foram até às extremidades da terra (Sl 18,5), proclamando a Boa Nova que nos vem de Deus e anunciando aos homens a paz do céu, eles que possuíam todos por igual e cada um em particular o Evangelho de Deus.

Assim, Mateus, no meio dos Hebreus e na sua própria língua, publicou uma forma escrita do Evangelho, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam Roma e aí fundavam a Igreja. Após a morte deles, Marcos, discípulo de Pedro e seu intérprete (1Pe 5,19), transmitiu-nos também por escrito a pregação de Pedro. Por seu lado, Lucas, companheiro de Paulo, consignou num livro o Evangelho pregado por este. Por fim, João, o discípulo do Senhor, o mesmo que tinha repousado sobre o seu peito, publicou também ele o Evangelho, durante a sua estadia em Éfeso...

Marcos, intérprete e companheiro de Pedro, apresentou assim o início da sua redacção do Evangelho: «Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Tal com está escrito nos profetas, "eis que envio o meu mensageiro diante de ti para preparar o teu caminho"»... Como se vê, Marcos faz das palavras dos santos profetas o início do Evangelho, e aquele que os profetas proclamaram como Deus e Senhor, Marcos põe-no logo a abrir como Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... No fim do Evangelho, Marcos diz: «E o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi levado aos céus e sentou-se à direita de Deus». É a confirmação da palavra do profeta: «Oráculo do Senhor ao meu senhor: Senta-te à minha direita e eu farei dos teus inimigos escabelo para os teus pés» (Sl 109,1).

5ª-feira da semana V da Páscoa - reflexão...


Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, doutor da Igreja

Prosologion, 26

"Disse-vos isto para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa"

Eu te peço, meu Deus: faz com que te conheça, que te ame, para que a minha alegria esteja em ti. E, se isso não for plenamente possível nesta vida, faz ao menos que eu progrida todos os dias, até atingir a plenitude. Que nesta vida o teu conhecimento cresça em mim e que ele esteja completo no último dia; que o teu amor cresça em mim e que ele seja perfeito na vida futura, para que a minha alegria, já grande em esperança cá na terra, seja então acabada na realidade.

Senhor Deus, através do teu Filho deste-nos a ordem, ou melhor, aconselhaste-nos a pedir; e prometeste que seríamos atendidos, para que a nossa alegria seja perfeita (Jo 16,24). Faço-te, Senhor, a oração que nos segeres pela boca daquele que é o nosso "Conselheiro Admirável" (Is 9,5). Que eu possa receber o que prometeste pela boca daquele que é a Verdade, para que a minha alegria seja perfeita. Deus verdadeiro, faço-te esta oração; atende-me para que a minha alegria seja perfeita.

Que doravante seja esta a meditação do meu espírito e a palavra dos meus lábios. Seja este o amor do meu coração e o discurso da minha boca, seja a fome da minha alma, a sede da minha carne e o desejo de todo o meu ser, até ao dia em que eu entre na alegria do Senhor (Mt 25,21), Deus único em três Pessoas, bendito pelos séculos. Amen.

4ª-feira da semana V da Páscoa - reflexão...


Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa

A mulher e o seu destino, colectânea de seis conferências

«Eu sou a videira; vós, os ramos»

No que diz respeito à Igreja, a concepção mais acessível ao espírito humano é a de uma comunidade de crentes. Quem crê em Jesus Cristo e no Seu evangelho, e espera o cumprimento das Suas promessas, quem se encontra ligado a Ele por um sentimento de amor e obedece aos Seus mandamentos, deve estar unido a todos quantos partilham o mesmo espírito por uma profunda comunhão espiritual e uma ligação de amor. Aqueles que seguiram o Senhor durante a Sua passagem pela terra foram os primeiros sarmentos da comunidade cristã; foram eles que a difundiram e que transmitiram em herança, na sucessão dos tempos, até aos nossos dias, as riquezas da fé de onde retiravam a respectiva coesão.

Mas até uma comunidade humana natural pode ser já muito mais do que uma simples associação de indivíduos distintos; pode ser uma estreita harmonia que vai a ponto de se tornar uma unidade orgânica; o mesmo se aplica ainda com maior verdade à comunidade sobrenatural que é a Igreja. A união da alma com Cristo é diferente da comunhão entre duas pessoas terrenas; esta união, iniciada no Baptismo e constantemente reforçada pelos outros sacramentos, é uma integração e um arremesso de seiva, como nos diz o símbolo da videira e dos ramos. Este acto de união com Cristo pressupõe uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos. Assim, a Igreja toma a figura do Corpo Místico de Cristo. Esse corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros (Ef 5, 23.30); o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e a Igreja é por isso templo do Espírito Santo (Ef 2, 21-22).

3ª-feira da semana V da Páscoa - reflexão...


Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo

Sermão 23, para o domingo depois da Ascensão

«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz»

Na provação, o homem que não quer nem deseja sinceramente se não a Deus deve refugiar-se Nele e esperar com paciência que a paz regresse. [...] Quem sabe onde e como agradará a Deus voltar a cumulá-lo dos Seus dons? Coloca-te pacientemente ao abrigo da vontade divina, que vale cem vezes mais do que os impulsos de uma virtude brilhante. [...] Porque os dons de Deus não são o próprio Deus, e só Dele devemos gozar, e não dos Seus dons. Mas a nossa natureza é de tal maneira ávida, de tal maneira voltada para si mesma, que se insinua por toda a parte, apoderando-se daquilo que não lhe pertence, e manchando assim os dons de Deus, impedindo a nobre acção de Deus. [...]

Mergulha, pois, em Cristo, na Sua pobreza e na Sua pureza, na Sua obediência, no Seu amor, e em todas as Suas virtudes. Foi Nele que foram concedidos ao homem os dons do Espírito Santo, a fé, a esperança e a caridade, a verdade, a alegria e a paz interiores, no Espírito Santo. É também Nele que se encontra o abandono e a suave paciência, e tudo se recebe de Deus com um coração semelhante.

Tudo quanto Deus Se permite decretar, seja prosperidade ou adversidade, alegria ou dor, tudo isso deve concorrer para o bem do homem (Rom 8, 28). A menor das coisas que acontecem ao homem é eternamente vista por Deus, pré-existe Nele, acontece como Ele a quis, e não de outra forma. Estejamos pois em paz! Essa paz em todas as coisas que só se aprende no verdadeiro desprendimento e na vida interior. [...] Tal é a herança do homem nobre que está solidamente fixado no repouso da alma em Deus, no desejo de Deus, que ilumina todas as coisas; tudo isso é purificado passando por Cristo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

2ª-feira da semana V da Páscoa - reflexão...


S. Nicolau Cabasilas (cerca 1320-1363), teólogo laico grego

A Vida em Cristo, IV, 6-8

«Se alguém me ama..., meu Pai amá-lo-á, e habitaremos nele»

A promessa vinculada à mesa eucarística faz-nos habitar em Cristo e Cristo em nós, porque está escrito: «Permanece em Mim e Eu nele» (Jo 6,56). Se Cristo habita em nós, de que necessitaremos? O que nos poderá faltar? Se permanecemos em Cristo, que mais poderemos desejar? Ele é ao mesmo tempo nosso hóspede e nossa morada. Nós somos felizes por sermos sua habitação! Que alegria em sermos nós próprios a morada de um tal hóspede! Que bem poderia faltar aos que ele trata deste modo? Que teriam eles de comum com o mal, os que resplandecem numa tal luz? Que mal poderia resistir a tanto bem? Mais ninguém pode morar em nós ou vir assaltar-nos quando Cristo se une a nós deste modo. Ele rodeia-nos e penetra o mais profundo de nós mesmos; ele é a nossa protecção, o nosso refúgio; ele encerra-nos de todos os lados. Ele é nossa morada, e é o hóspede que enche toda a sua casa.

Porque nós não recebemos uma parte dele mas ele próprio, não um raio de luz mas o sol..., a ponto de formar com ele um só espírito (1Cor 6,17) ... A nossa alma está unida à sua alma, o nosso corpo ao seu corpo e o nosso sangue ao seu sangue... Como disse S. Paulo: «O nosso ser mortal é absorvido pela vida» (2Cor 5,4) e «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2,20).

5º Domingo da Páscoa - reflexão...


Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da igreja, co-padroeira da Europa

Oração 16

«Na casa de meu Pai há muitas moradas»

Tu queres, Pai eterno, que te sirvamos segundo a tua vontade, e conduzes os teus servidores de diferentes maneiras e por diversas vias. Assim tu mostras que não devemos de modo algum julgar as intenções do homem pelos actos que nos apercebemos do exterior... A alma que na tua luz vê a luz (Sl 35,10) regozija-se ao contemplar em cada homem as tuas formas variadas, as tuas vias inumeráveis. Porque ainda que caminhem por diferentes vias, eles não correm menos pela estrada da tua ardente caridade. De resto, sem isso eles não seguiriam verdadeiramente a tua verdade. É por isso que vemos alguns correr por um caminho de penitência, estabelecida na mortificação corporal; outros estabelecidos sobre a humildade e a mortificação da sua própria vontade; outros sobre uma fé viva; outros sobre a misericórdia; e outros todos abertos ao amor ao próximo, depois de se terem esquecido de si mesmos.

Por este modo de ver, a alma... desenvolve-se e adquire a luz sobrenatural pela qual descobre a largueza sem medida da tua bondade. Como têm o sentido do real, esses que vêem a tua vontade em todas as coisas! Em todas as acções dos homens, eles consideram a tua vontade sem julgar a das criaturas. Compreenderam bem e receberam a doutrina da tua verdade, quando diz: «não julgueis segundo as aparências» (Jo 7,24).

Ó Verdade eterna, qual é o teu ensinamento? Por que caminho é que tu queres que vamos ao Pai? Que via nos convém seguir? Não posso ver outra estrada que não seja a que pavimentaste com as virtudes verdadeiras e reais da tua ardente caridade. Tu, Verbo eterno, tu a aspergiste com o teu sangue; é ela a via.

Sábado da semana IV da Páscoa - reflexão...


Orígenes (c.185-253), presbítero e teólogo

A Oração, 31

«O que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai»

Quer-me parecer que quem se dispõe a orar deverá recolher-se e procurar preparar-se um pouco para conseguir ficar mais atento, mais concentrado no todo da sua oração. Deve também afastar do seu pensamento a ansiedade e a perturbação, e esforçar-se por lembrar a grandeza de Deus de quem se aproxima, pensar também que será ímpio se a Ele se apresentar sem a necessária atenção, sem algum esforço, mas com uma espécie de à vontade; deve, enfim, rejeitar todos os pensamentos excêntricos.

Ao começar a oração, devemos apresentar, digamos, a alma antes das mãos, erguer a Deus o espírito antes dos olhos, libertar o espírito da terra antes de o elevarmos para o oferecer ao Senhor do universo, depor, enfim, quaisquer ressentimentos por ofensas que cremos ter sofrido, se de facto desejamos que Deus esqueça o mal cometido contra Ele próprio, contra os nossos semelhantes, ou contra a boa razão.

Dado que podem ser muitas as atitudes do corpo, o gesto de erguer as mãos e os olhos aos céus deve claramente ser preferido a todos os outros, para assim exprimirmos no corpo a imagem das disposições da alma durante a oração [...], mas as circunstâncias podem por vezes levar-nos a rezar sentados [...] ou mesmo deitados [...]. No que diz respeito à oração de joelhos, esta torna-se necessária sempre que acusamos os nossos pecados perante Deus, e Lhe suplicamos que deles nos cure e nos absolva. Essa atitude é o símbolo da humilhação e da submissão de que fala Paulo, quando escreve: «É por isso que eu dobro os joelhos diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família, nos céus e na terra» (Ef 3, 14-15). Trata-se da genuflexão espiritual, assim chamada porque todas as criaturas adoram a Deus no nome de Jesus e humildemente a Ele se submetem. O apóstolo Paulo parece fazer uma alusão a isso quando diz: «Para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra» (Fl 2,10).

sexta-feira, 18 de abril de 2008

6ª-feira da semana IV da Páscoa - reflexão...


São Tomás de Aquino (1225-1274), téologo dominicano, doutor da Igreja

Comentário ao evangelho de S. João, 14,2

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida»

Cristo é ao mesmo tempo o caminho e o fim: o caminho, pela sua humanidade, o fim, pela sua divindade. Assim, enquanto homem que é, diz: «Eu sou o Caminho» e, enquanto Deus que é, a isto acrescenta: «A Verdade e a Vida». Estas duas últimas palavras designam bem o fim desse caminho, pois o fim desse caminho é o fim do desejo humano [...]. Cristo é o caminho para se atingir o conhecimento da verdade, sendo Ele próprio a verdade: «Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e caminharei na verdade» (Sl 85,11). E Cristo é o caminho para se chegar à vida, sendo Ele próprio a vida: «Hás-de ensinar-me o caminho da vida» (Sl 15,11) [...].

Se procuras pois um caminho a seguir, segue a Cristo, pois Ele próprio é o caminho: «Este é o caminho a seguir» (Is 30,21). E comenta Santo Agostinho: «Caminha seguindo o homem e chegarás a Deus». Porque mais vale coxear durante o caminho do que caminhar a passos largos mas fora do caminho. Aquele que no caminho coxeia, mesmo se não avançar, aproxima-se do seu fim: mas aquele que caminha fora do caminho, quanto mais denodadamente correr, mais do seu fim se afastará.

Se procuras para onde ir, sê unido a Cristo, porque Ele é em pessoa a verdade a que desejamos chegar: «Sim, é a verdade que a minha boca proclama» (Pr 8,7). Se procuras onde ficar, fica junto a Cristo porque Ele é, em pessoa, a vida: «Aquele que me encontrar, encontrará a vida» (Pr 8,35).

quinta-feira, 17 de abril de 2008

5ª-feira da semana IV da Páscoa - reflexão...


Santa Teresa do Menino Jesus (187-1897), carmelita, doutora da Igreja

Manuscrito autobiográfico B, 2vº-3vº

«Receber aquele que eu envio é receber-me a mim próprio; e receber-me é receber aquele que me enviou»

Ser tua esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser, pela minha união contigo, a mãe das almas, isso deveria ser-me suficiente. Não é assim. Sem dúvida estes três privilégios – carmelita, esposa e mãe - são a minha vocação; contudo, sinto em mim outras vocações... Sinto a necessidade, o desejo de realizar para ti, Jesus, todas as obras mais heróicas... Apesar da minha pequenez, queria iluminar as almas como os profetas, os doutores; tenho a vocação de ser apóstola. Queria percorrer a Terra, pregar o teu nome e implantar no solo infiel a tua cruz gloriosa, mas, ó meu Bem-Amado, uma única missão não me seria suficiente; queria, ao mesmo tempo, anunciar o Evangelho nos cinco cantos do mundo e até nas ilhas mais remotas. Queria ser missionária, não só durante alguns anos mas queria sê-lo desde a criação do mundo até à consumação dos séculos... Ó meu Jesus! A todas as minhas tolices, o que vais responder? Haverá alma mais pequena, mais impotente do que a minha? E contudo, mesmo por causa da minha fraqueza, quiseste, Senhor, encher os meus desejozinhos infantis, e queres agora encher outros desejos maiores que o universo... Compreendi que o amor continha todas as vocações, que o amor era tudo, que abraçava todos os tempos e lugares; numa palavra, que ele era a vida eterna... A minha vocação, descobri enfim, é o amor.

Notícias da Igreja

A vinda de Jesus à Terra