ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

Aniversário da Paróquia no próximo dia 2 de Fevereiro. Celebração às 19h30 na Igreja. Jantar no Centro Paroquial. Inscrições para o jantar na portaria do Convento (Telf. 226165760).

Madrid 2011

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

6ª-feira da semana I do Advento - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 9,27-31) feito por

Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, Doutor da Igreja

Proslogion 1 (trad. Orval)

«O meu coração pressente os Teus dizeres: 'Procurai a Minha Face!' [...] Não escondais de mim o Vosso Rosto» (Sl 26, 8)

Fala, coração, abre-te por completo e diz a Deus: «É a Tua face, Senhor, que eu procuro» (Sl 26, 8). E Tu, Senhor meu Deus, ensina ao meu coração onde e como há-de procurar-Te, onde e como há-de encontrar-Te. Senhor, se não estás aqui, se estás ausente, onde Te hei-de procurar? E, se estás presente em toda a parte, por que motivo não consigo ver-Te? É certo que habitas uma luz inacessível. Mas onde está a luz inacessível e como atingirei essa luz inacessível? Quem me conduzirá a ela, quem me mergulhará nela, para que nela Te veja? E em seguida, com base em que sinais e de que lado Te procurarei? Nunca Te vi, Senhor meu Deus, não conheço o Teu rosto. Que pode fazer, Senhor altíssimo, que pode fazer este exilado longe de Ti? Que pode fazer o Teu servo, anseia pelo Teu amor e foi rejeitado para longe da Tua face? Aspira a ver-Te e o Teu rosto esconde-se-lhe por completo. Deseja ir ter conTigo e a Tua morada é-lhe inacessível. Gostaria de Te encontrar e não sabe onde estás. Empreende procurar-Te e ignora o Teu rosto.

Senhor, Tu és o meu Deus, és o meu Senhor, e nunca Te vi. Tu criaste-me e recriaste-me, Tu me proveste de todos os bens que possuo e ainda não Te conheço. Tu me fizeste a fim de que Te visse e ainda não realizei o meu destino. Miserável sorte a do homem que perdeu aquilo para o qual foi criado. [...] Buscar-Te-ei com o meu desejo e desejar-Te-ei na minha busca. Encontrar-Te-ei amando-Te e amar-Te-ei quando Te encontrar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

5ª-feira da semana I do Advento - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. João da Cruz (1524-1591), carmelita, doutor da Igreja

Conselhos e Máximas (n° 307-319 in trad. Oeuvres spirituelles, Seuil 1947, p. 1226)

Escutar para pôr em prática

O Pai celeste disse uma única palavra: é o Seu Filho. Disse-a eternamente e num eterno silêncio. É no silêncio da alma que Ele se faz ouvir. Falai pouco e não vos metais em assuntos sobre os quais não fostes interrogados.

Não vos queixeis de ninguém; não façais perguntas ou, se for absolutamente necessário, que seja com poucas palavras. Procurai não contradizer ninguém e não vos permitais uma palavra que não seja pura.

Quando falardes, que seja de modo a não ofender ninguém e não digais senão coisas que possais dizer sem receio diante de toda a gente. Tende sempre paz interior assim como uma atenção amorosa para com Deus e, quando for necessário falar, que seja com a mesma calma e a mesma paz.

Guardai para vós o que Deus vos diz e lembrai-vos desta palavra da Escritura: "O meu segredo é meu" (Is 24,16)...

Para avançar na virtude, é importante calar-se e agir, porque falando as pessoas distraem-se, ao passo que, guardando o silêncio e trabalhando, as pessoas recolhem-se.

A partir do momento em que aprendemos com alguém o que é preciso para o avanço espiritual, não é preciso pedir-lhe que diga mais nem que continue a falar, mas pôr mãos às obras, com seriedade e em silêncio, com zelo e humildade, com caridade e desprezo de si mesmo.

Antes de todas as coisas, é necessário e conveniente servir a Deus no silêncio das tendências desordenadas, bem como da língua, a fim de só ouvir palavras de amor.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

4ª-feira da semana I do Advento - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 15,29-37) feito por

Vaticano II

Constituição sobre a Sagrada Liturgia «Sacrosanctum Concilium», § 6.8

"Cada vez que comeis este pão e bebeis deste cálice, vós proclamais a morte do Senhor até que ele venha" (1 Co 11,26)

Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para que, pregando o Evangelho a toda a criatura, anunciassem que o Filho de Deus, pela sua morte e ressurreição, nos libertara do poder de Satanás e da morte e nos introduzira no Reino do Pai, mas também para que realizassem a obra de salvação que anunciavam, mediante o sacrifício e os sacramentos, à volta dos quais gira toda a vida litúrgica. Pelo Baptismo são os homens enxertados no mistério pascal de Cristo: mortos com Ele, sepultados com Ele, com Ele ressuscitados; recebem o espírito de adopção filial que «nos faz clamar: Abba, Pai» (Rom. 8,15), transformando-se assim nos verdadeiros adoradores que o Pai procura. E sempre que comem a Ceia do Senhor, anunciam igualmente a sua morte até Ele vir.

Pela Liturgia da terra participamos, saboreando-a já, na Liturgia celeste celebrada na cidade santa de Jerusalém, para a qual, como peregrinos nos dirigimos e onde Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo; por meio dela cantamos ao Senhor um hino de glória com toda a milícia do exército celestial, esperamos ter parte e comunhão com os Santos cuja memória veneramos, e aguardamos o Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até Ele aparecer como nossa vida e nós aparecermos com Ele na glória. (Referências bíblicas : Mc 16,15; Rm 6,4; 8,15; Jo 4,23; 1Co 11,26; Ap 21,2; He 8,2; Col 3,4)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

3ª-feira da semana I do Advento - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Lucas 10,21-24) feito por

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo

"Esperando por Cristo", Sermões Pregados em Várias Ocasiões, nº 3

"Felizes os olhos que vêem o que vós vedes"

Durante séculos, antes que Jesus tivesse vindo à terra, todos os profetas, um após outro, estiveram no seu posto, no alto da torre; todos o esperavam e perscrutavam a sua vinda através da obscuridade da noite. Vigiavam sem cessar para surpreender o primeiro brilho da aurora...: "Deus, a ti, meu Deus, eu busco desde a aurora. A minha alma tem sede de ti, como terra árida, esgotada, sem água" (Sl 62,2)... "Ah! se tu rasgasses os céus e descesses! As montanhas fundiriam na tua presença, como se o fogo as atingisse... Desde as origens do mundo que os olhos nada puderam ver, meu Deus, das maravilhas que preparaste para aqueles que, esperando, estiveram unidos a ti" (Is 64,1; 1Co 2,9).

Contudo, se alguma vez houve homens que tiveram o direito de se apegarem a este mundo e dele não se desinteressarem, foram os servos de Deus; a terra tinha-lhes sido prometida como herança e, de acordo com as próprias promessas do Altíssimo, ela devia ser a sua recompensa. Mas a nossa verdadeira recompensa diz respeito ao mundo que há-de vir... E também eles, esses grandes servos de Deus, ultrapassaram o dom terrestre de Deus, apesar do seu valor, para se apegarem a promessas mais belas ainda; em nome desse esperança, sacrificaram aquilo cuja posse já detinham. Não se contentaram como nada menos do que a plenitude do seu Criador; procuraram ver o rosto do seu Libertador. E, se fosse preciso que, para isso, a terra se quebrasse, os céus se rasgassem, os elementos do mundo fundissem para que, enfim, ele aparecesse, então, mais vale que tudo se desfaça, antes que continuar a viver sem ele! Tal era a intensidade do desejo dos adoradores de Deus em Israel, que esperavam aquele que havia de vir... A sua perseverança prova que havia alguma coisa a esperar.

Também os apóstolos, depois de o seu Mestre ter vindo e regressado aos Céus, não ficaram atrás dos profetas na acuidade da sua percepção nem no ardor das suas aspirações. O milagre da espera na perseverança continuou.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

2ª-feira da semana I do Advento - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 8,5-11) feito por

Eusébio de Cesareia (c. 265-340), bispo, teólogo, historiador

Demonstração evangélica, II, 3, 35 (trad. Sr Isabelle de la Source, Lire la Bible, t. 6, p. 197 ; cf SC 228)

"Muitos virão do oriente e do ocidente e tomarão lugar... no festim do Reino dos céus"

Muitos são os testemunhos da Escritura que mostram que as nações pagãs não receberam menos graças do que o povo judeu. Se os judeus... participam da bênção de Abraão, o amigo de Deus, porque são seus descendentes, recordemos que Deus se tinha comprometido a dar aos pagãos uma bênção semelhante não só à de Abraão, mas ainda às de Isaac e de Jacob. Com efeito, Ele predisse explicitamente que todas as nações serão abençoadas de igual forma e convida todos os povos a uma só e mesma alegria com os ditosos amigos de Deus: "Nações, alegrai-vos com o seu povo" (Dt 32,43) e também: "Os príncipes dos povos reuniram-se com o Deus de Abraão" (Sl 46,10).

Se Israel se glorifica do Reino de Deus, dizendo que ele é a sua herança, os oráculos divinos mostram-lhe que Deus reinará também sobre os outros povos: "Ide dizer às nações: O Senhor é rei" (Sl 95,10) e também: "Deus reina sobre os pagãos" (Sl 46,91). Se os judeus foram escolhidos para serem os sacerdotes de Deus e lhe prestarem culto..., a palavra de Deus prometeu comunicar às nações o mesmo ministério: "Rendei ao Senhor, ó família dos povos, rendei ao Senhor glória e honra. Apresentai oferendas, entrai nos seus átrios" (Sl 95,7-8)...

E se, outrora, num primeiro tempo, "a porção do Senhor foi Jacob, seu povo, e Israel a sua parte da herança" (Dt 32,9 LXX), num segundo tempo, a Escritura afirma que todos os povos serão dados em herança ao Senhor, segundo a palavra do Pai: "Pedi e dar-vos-ei as nações como herança" (Sl 2,8). A profecia anuncia ainda que Ele "dominará" não só em Israel, mas "do mar até ao mar e até aos confins da terra; todos os países o servirão e nele serão abençoadas todas as tribos da terra" (Sl 71,8-11). Foi assim que o Deus do universo "fez conhecer a sua salvação diante de todas as nações" (Sl 97,2).

Notícias da Igreja

A vinda de Jesus à Terra