ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

Aniversário da Paróquia no próximo dia 2 de Fevereiro. Celebração às 19h30 na Igreja. Jantar no Centro Paroquial. Inscrições para o jantar na portaria do Convento (Telf. 226165760).

Madrid 2011

segunda-feira, 30 de junho de 2008

2ª-feira da semana XIII do Tempo Comum - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 8,18-22) feito por :

Origenes (c. 185-253), padre e teólogo

Homilias sobre os Números, nº 17

«Segue-me»

Balaão tinha profetizado: «Como são formosas as tuas moradas, ó Jacob, e as tuas tendas, Israel» ( Nm 24,5). Aqui, Jacob é o símbolo dos homens perfeitos em acções e em obras, e Israel, daqueles que buscam a sabedoria e o conhecimento... Daquele que cumpriu todo o seu dever e atinge a perfeição das obras, dir-se-á que essa perfeição das obras é a sua morada, a sua bela casa. Pelo contrário, para os que trabalham na sabedoria e no conhecimento, não há termo para os seus esforços — pois onde está o limite da Sabedoria de Deus? Quanto mais nos aproximarmos dela, mais profundidade lhe descobriremos; quanto mais a escutarmos, melhor entenderemos o seu carácter inefável e incompreensível; pois a sabedoria de Deus é incompreensível e inestimável. A estas pessoas, portanto, que avançam no caminho da sabedoria de Deus, Balaão não gaba as suas casas, pois não chegaram ao termo da viagem, mas admira as tendas com as quais se deslocam sempre e progridem sempre...

Quem faz progresso no conhecimento das coisas de Deus e adquire alguma experiência nesse domínio sabe-o bem: apenas chegado a qualquer conclusão, a qualquer compreensão dos mistérios espirituais, a alma descansa aí, como sob uma tenda; e depois de ter descoberto outras regiões a partir das suas primeiras descobertas..., dobrando a sua tenda de qualquer maneira, acampa mais acima e aí estabelece, por um momento, a morada do seu espírito... É assim que, sempre «lançada para diante» (Fl 3,13), ela avança como os nómadas com as suas tendas. Nunca chega o momento em que a alma incendidada pelo fogo do conhecimento de Deus se pode dar tempo para repousar; ela vai-se sempre lançando do bem para o melhor, e do melhor para o mais alto.

Solenidade de São Pedro e São Paulo - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 16,13-19) feito por:

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo

Sermão CC1

«Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu»

O Senhor reconheceu em Pedro o intendente fiel, a quem confiou as chaves do Reino, e em Paulo um mestre qualificado, a quem encarregou de ensinar na Igreja. Para prometer aos que foram formados por Paulo que encontrariam a salvação, era preciso que Pedro os acolhesse para lhes dar repouso. Quando Paulo tiver aberto os corações com a sua pregação, Pedro abrirá às almas o Reino dos Céus. Assim, pois, também Paulo recebeu de Cristo uma espécie de chave, a chave da ciência, que permite abrir em profundidade os corações endurecidos para a fé, para em seguida trazer à superfície, por uma revelação espiritual, aquilo que se encontrava escondido no interior. Trata-se de uma chave que deixa escapar da consciência a confissão do pecado e que nela encerra para sempre a graça do mistério do Salvador.

Ambos receberam, pois, chaves das mãos do Senhor; um deles recebeu a chave da ciência, o outro a chave do poder; este dispensa as riquezas da imortalidade, aquele distribui os tesouros da sabedoria. Porque há tesouros do conhecimento, como está escrito: «O mistério de Deus, isto é, Cristo, no Qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência» (Col, 2, 2-3).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

6ª-feira da semana XII do Tempo Comum - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 8,1-4) feito por:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

Um caminho simples

«Jesus estendeu a mão e tocou-o»

Hoje em dia, a doença mais terrível do Ocidente não é a tuberculose nem a lepra, é a sensação de ser indesejado, de não ser amado, se ser abandonado. Tratamos as doenças do corpo por meio da medicina; mas o único remédio para a solidão, para a confusão e para o desespero é o amor. São muitas as pessoas que morrem neste mundo por falta de um pedaço de pão, mas são muitas mais as que morrem por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é outra espécie de pobreza; não se trata apenas de uma pobreza de solidão, é também uma pobreza de espiritualidade. Há uma fome que é fome de amor, como também há uma fome de Deus.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

5ª-feira da semana XII do Tempo Comum - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 7,21-29) feito por:

S. Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja

Discurso 26; PG 35, 1238

Erigidos sobre a rocha

Certa noite, passeava eu à beira-mar; como diz a Escritura: «Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se» (Jo 6,18). As ondas agitavam-se ao longe e galgavam a costa, batendo nas rochas, desfazendo-se em espuma e gotículas. Pequenas pedras, algas e as conchas mais pequenas eram arrastadas pelas águas e atiradas para a praia, mas as rochas ali estavam, mantendo-se firmes e inabaláveis, como se tudo estivesse calmo, apesar dos açoites que as fustigavam [...]

Tirei uma lição desse espectáculo. Não será esse mar a nossa vida e a própria condição humana? Também nestas há muita amargura e instabilidade. E os ventos, não serão eles as tentações que nos assaltam, e os golpes imprevistos da vida? Era isto, creio, aquilo em que meditava David quando exclamou: «Salva-me, ó Deus, porque as águas quase me submergem! [...] Entrei no abismo de águas sem fundo e a corrente está a arrastar-me» (Sl 68). Das pessoas que por tal prova passam, umas parecem objectos leves e sem vida que se deixam levar sem opor a mínima resistência; nelas não há firmeza alguma; não têm o contrapeso de uma razão sábia que lute contra as investidas. Outras parecem rochedos, dignas do Rocha sobre a qual fomos erigidos e que adoramos; formadas pela razão da verdadeira sabedoria, estas elevam-se acima da fraqueza comum e tudo suportam com uma constância inabalável.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

4ª-feira da semana XII do Tempo Comum - reflexão...


Comentário ao Evangelho do dia (Mateus 7,15-20) feito por:

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo

Sermão 7

Dar bons frutos

Numa vinha, revolve-se a terra à volta das vides e mondam-se as ervas daninhas. Também o homem se deve mondar a si próprio, e estar profundamente atento ao que mais poderá ainda arrancar no fundo do seu ser, para que o Sol divino possa aproximar-se mais de si e em si brilhar. Se deixares a força do alto fazer a sua obra [...], o sol tornar-se-á brilhante, dardejará os seus quentes raios sobre os frutos e torná-los-á mais e mais transparentes. Maior doçura terão, finíssimas se tornarão as suas finas cascas. Assim é também no domínio espiritual. Os obstáculos de permeio tornam-se por fim tão ténues, que recebemos ininterruptamente os toques divinos, de muito perto. E sempre que nos voltarmos para Ele, encontraremos no interior o divino Sol a brilhar com muito mais intensidade que todos os sóis que alguma vez brilharam no firmamento. E assim tudo no homem será deificado a tal ponto que ele já não sentirá, não experimentará nem verdadeiramente conhecerá, com tão profundo conhecimento, mais nada a não ser Deus, e tal conhecimento ultrapassará em muito o modo de conhecimento da razão.

Arrancaremos por fim as folhas aos sarmentos, para que o sol possa bater nos frutos sem encontrar obstáculo algum. Assim será com os homens: tudo o que estiver de permeio cairá e tudo receberão de modo imediato. Cairão orações, representações de santos, práticas de devoção, exercícios. Mas que o homem se livre de rejeitar estas práticas enquanto por si próprias elas não caírem. Só então, atingido esse estádio, o fruto se há-de tornar tão doce, de uma forma tão indescritível, que não haverá razão capaz de tal compreender [...] Seremos já só um com a doçura divina, ainda que o Ser divino penetre completamente o nosso ser, e que sejamos como uma gota num grande tonel de vinho [...]. Aqui, as boas intenções, a humildade, são a mera simplicidade, um mistério tão essencialmente pacificador, que teremos, até, dificuldade em tomar consciência disso.

Notícias da Igreja

A vinda de Jesus à Terra