ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA

Aniversário da Paróquia no próximo dia 2 de Fevereiro. Celebração às 19h30 na Igreja. Jantar no Centro Paroquial. Inscrições para o jantar na portaria do Convento (Telf. 226165760).

Madrid 2011

quarta-feira, 5 de março de 2008

4ª-feira da semana IV da Quaresma - reflexão...


Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do sec.II)

nº. 42

«Os mortos vão ouvir a voz do Filho de Deus»

[Cristo fala]

Os que não me reconheceram não tiveram esse benefício;
Estive escondido para os que não me possuíam.
Estou junto daqueles que me amam.
Todos os os meus perseguidores estão mortos;
Os que me sabiam vivo procuraram-me.
Ressuscitei, estou com eles,
falo pela sua boca.
Eles repeliram os seus perseguidores
e sobre eles lancei o jugo do meu amor.
Como o braço do noivo sobre a noiva (cf. Ct 2,6),
assim é o meu jugo sobre os que me conhecem.
Como a tenda das núpcias armada em casa do noivo,
assim o meu amor protege aqueles que crêem em mim.

Eu não fui condenado,
embora o parecesse.
Não pereci,
embora o tenham imaginado.
A mansão dos mortos viu-me
e foi vencida,
a morte deixou-me partir,
e a muitos outros, comigo.
Fui fel e vinagre para ela;
Desci, com ela, toda a profundidade da sua mansão,
e a morte rendeu-se,
não pôde suportar o meu rosto.

Reuni entre os seus mortos
uma assembleia de vivos (cf. 1P3,19; 4,6).
Falei-lhes com lábios vivos,
de modo que a minha palavra não fosse vã.
Correram para mim os que estavam mortos;
e gritaram dizendo: «Tem piedade de nós, Filho de Deus, procede connosco conforme a tua graça.
Faz-nos sair dos laços das trevas,
abre-nos a porta, para que cheguemos a ti.
Vemos que a nossa morte
não se apoderou de ti.
Sejamos também libertados contigo,
pois és o nosso Salvador».

Ouvi as suas vozes,
e a sua fé, guardei-a no meu coração.
Na sua fronte tracei o meu nome (Ap 14,1)
Eles são livres e pertencem-me.
Aleluia!

terça-feira, 4 de março de 2008

3ª-feira da semana IV da Quaresma - reflexão...


Santo Efrem (c.306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja

Quinto hino para a Epifania

A pia baptismal dá-nos a cura

Descei, irmãos, e revesti-vos do Espírito Santo nas águas baptismais;
Uni-vos aos seres espirituais que servem o nosso Deus.

Bendito Aquele que instituiu o Baptismo para o perdão dos filhos de Adão!

Esta água é o fogo secreto que ferra a marca em seu rebanho,
com os três nomes espirituais que espantam o Mal (cf. Ap 3, 12)...

João atestou do nosso Salvador: «Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo» (Mt 3,11).

Eis, irmãos, o fogo e o Espírito, no verdadeiro Baptismo.

Mais poder tem na verdade o Baptismo, do que o Jordão, esse riachozinho:
com suas vagas de água e de óleo santo, ele lava o pecado de todos os humanos.

Eliseu, mergulhando nele sete vezes, limpara Naaman da lepra (2R 5,10);
mas o Baptismo purifica-nos dos pecados que estão escondidos na alma.

Moisés baptizara o povo no mar (1Cor 10, 2),
sem lhe poder, contudo, lavar por dentro o coração,
manchado como estava do pecado.

Agora, eis que um padre, semelhante a Moisés, lava da alma as suas manchas,
e, com o óleo, marca os cordeiros novos para o Reino...

Pela água nascente do rochedo foi a sede do povo saciada (Ex 17,1s);
Por Cristo e pela sua fonte, eis saciada a sede das nações...

Do lado de Cristo, eis que corre uma fonte que dá a vida (Jo 19, 34);
bebendo dela, os povos sequiosos esqueceram suas queixas.

Verte, Senhor, sobre a minha fraqueza, o teu orvalho;
pelo teu sangue, perdoa os meus pecados.

Que eu seja incluído no número dos teus santos, à tua direita.

segunda-feira, 3 de março de 2008

2ª-feira da semana IV da Quaresma - reflexão...


Imitação de Cristo, tratado espiritual do séc. XV

IV, 18

«Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditais»

«Aquele que pretender sondar a majestade divina será oprimido pela sua glória» (Pr 25, 27 Vulg). Deus não deu ao homem inteligência suficiente para que lhe seja possível o conhecimento total […]; o que te é exigido, é uma fé sólida e uma vida pura, e não um conhecimento universal. Se por vezes não consegues compreender e apreender o que está abaixo de ti, como poderás compreender o que te está acima? Abandona-te a Deus, submete a tua razão à fé, e ser-te-á dada a luz necessária.

Alguns são tentados sobre a fé e o Santíssimo Sacramento; pode haver nisso uma sugestão do inimigo. Não te deixes portanto assaltar pelas dúvidas que o diabo te inspira, nem te atormentes com os pensamentos que ele te sugere, mas crê na palavra de Deus, crê nos seus santos e profetas, que de ti fugirá o espírito maligno. É por vezes muito proveitoso aos servos de Deus sofrer estas tribulações. De facto, não é aos infiéis e aos pecadores que o diabo tenta, pois sabe que os tem já na mão; é aos fiéis e aos que querem a Deus que ele tenta, por todos os meios, para os possuir.

Caminha pois na senda do Senhor com fé simples e inabalável; aproxima-te d’Ele com humildade e respeito, e tudo aquilo que não puderes compreender, confia-o a Deus todo-poderoso. Deus não engana ninguém, mas bem pode enganar-se aquele que confia demasiado em si próprio. Deus está com os simples, revela-se aos humildes, «dá inteligência aos pequenos» (Sl 118,130), indica o caminho às almas puras, mas oculta a sua graça aos curiosos e soberbos. A razão humana é muitas vezes dada ao erro, mas a verdadeira fé é infalível. A razão e a investigação racional devem seguir a fé; não precedê-la, nem combatê-la.

4º Domingo da Quaresma - reflexão...


Gregório de Narek (c. 944 – c. 1010), monge e poeta arménio

Livro de orações, n.° 40

«Ele foi, lavou-se e regressou a ver»

Deus todo-poderoso, nosso Benfeitor, Criador do Universo,
Escuta os meus gemidos, que estou em perigo.
Liberta-me do medo e da angústia;
Liberta-me com a tua força poderosa, Tu que tudo podes…
Senhor Cristo, rasga as malhas desta rede que me envolve com a espada da tua cruz vitoriosa, que é a arma da vida.
Por todos os lados esta rede me envolve, me aprisiona, a mim, cativo, para me fazer perecer;
Conduz para o repouso os meus cambaleantes e oblíquos passos.
Cura a febre que me sufoca o coração.
Perante ti sou culpado, liberta-me da inquietação, fruto da invenção diabólica,
Faz desaparecer a escuridão da minha alma angustiada […].
Renova-me na alma a imagem de luz da glória do teu nome, grande e poderoso.
Intensifica o brilho da tua graça na beleza do meu rosto
E na efígie dos olhos do meu espírito, a mim, que do barro nasci (Gn 2,7).
Corrige em mim, refaz, com maior fidelidade, a imagem que reflecte a tua (Gn 1,26).
Com a tua pureza luminosa faz desaparecer as minhas trevas, a mim, que sou pecador.
Inunda a minha alma com a tua luz divina, viva, eterna, celeste,
Para que em mim se torne maior a semelhança com o Deus Trinitário.
Só Tu, ó Cristo, és bendito com o Pai
Para louvor do teu Espírito Santo
Pelos séculos dos séculos. Ámen.

sábado, 1 de março de 2008

Sábado da semana III da Quaresma - reflexão...


S. João Clímaco (c. 575 - c. 650), monge no Monte Sinai

A Escada Santa, cp. 28

"Tem piedade de mim que sou pecador"

Que a vossa oração seja muito simples; uma só palavra bastou ao publicano e ao filho pródigo para obterem o perdão de Deus (Lc 15,21)... Não rebusquem as palavras da vossa oração; quantas vezes o balbuciar simples e monótono das crianças não dobrou a vontade dos seus pais?! Não se lancem, pois, em longos discursos para que o vosso espírito não se distraia na busca das palavras. Uma só palavra do publicano tocou a misericórdia de Deus; uma só palavra cheia de fé salvou o bom ladrão (Lc 23,42). O palavreado na oração enche muitas vezes o espírito de imagens e distrai-o, ao passo que uma só palavra tem, muitas vezes, o efeito de o concentrar. Sentem-se consolados, agarrados por uma palavra da vossa oração? Então, detenham-se nela porque é o vosso anjo que reza convosco. Não se convençam demais, mesmo se atingiram a pureza, mas vivam em grande humildade e então hão-de sentir grande confiança. Mesmo se já subiram a escada da perfeição, rezem para pedir o perdão dos vossos pecados; escutem o que diz S. Paulo: "Sou o primeiro dos pecadores" (1Tm 1,15)... Se estiverem revestidos de mansidão e libertos de toda a cólera, já não vos custará muito para libertarem o vosso espírito do cativeiro.

Enquanto não conseguirmos uma oração verdadeira, assemelhamo-nos aos que ensinam as crianças a dar os primeiros passos. Trabalhem para elevar o vosso pensamento ou, melhor, para confiná-lo às palavras da vossa oração; se a fraqueza da infância o fizer cair, ergam-no. Porque o espírito é instável por natureza mas Aquele que pode tudo fortalecer pode estabilizar também o vosso espírito... O primeiro degrau da oração consiste, pois, em expulsar com uma palavra simples as sugestões do espírito no próprio momento em que elas se apresentam. O segundo é guardar o nosso pensamento apenas para o que dizemos e pensamos. O terceiro é a entrega da alma ao Senhor.

Notícias da Igreja

A vinda de Jesus à Terra